Fiz uma “Durante o governo do imperador Caldeus II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Caldeu acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Assíria filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram-se apaixonando e ela milagrosamente recuperou a visão” – dizia a wikipedia.
Tá, mas e daí?
Ocorre que, em 2008 ninguém – ou praticamente ninguém – mais lembra do coitado do padre celebrador de casamentos. É assim: o dia 12 de junho se aproxima e começa aquele bafafá. É. Parece que esta é a época do ano em que você TEM que ter alguém do lado, nem que seja só pra sair para jantar no fatídico dia. E isso gera uma pressão nos solteiros e, principalmente, nos solteiros que não queriam estar solteiros, porque o “romantismo” está no ar.
Conversava com alguns amigos em dada noite repleta de debates. Um amigo – solteiro – disse que passaria esse dia “super light”, que não se encomodava com a data, mas que ao mesmo tempo já tinha marcado uma “reunião” com outros solteiros (e solteiras) e separado uma garrafa de Vodka (Nooooossa..suuuper light). De repente uma amiga nossa (grande filósofa tb) solta a seguinte pérola: “mas tu és solteiro todos os dias, por que vais ficar aguniado só no 12?” (ahuuahhuauhauha). Égua, taí. Umas das coisas mais sensatas que ouvi nos últimos tempos.
O que ocorre é que a mídia empurrou goela à baixo toda essa coisa do dia 12. Tá, pode me chamar de estúpida, anti-romântica, fiona, mas é o que eu acho. Rá! Maldita mídia. A culpa é toda dela!!
Daí já viu o que acontece né? Começa aquele festival de romantismo forçado. É um que pinta dizeres na rua da menina; outro que desenha um coração na rua com gasolina e depois taca fogo; ursinhos de pelúcia pra cá, buquês de flores pra lá e assim vai...Pelamordedeus!!
Por isso, amiga (nossa, agora me senti a própria Márcia Goldsmith) vamos nos movimentar no sentido de combater o pseudo-romantismo oportunista (ehhehe)!! Bora combinar, o romantismo do dia dos namorados não está NO dia dos namorados ou, pelo menos, não só neste dia. Está na mensagem de bom dia, na preocupação quando você está doente, no “eu te amo” depois de uma briga, lembrar do aniversário do primeiro beijo, aparecer de surpresa e te entregar uma rosa.
É o parecer, salvo melhor juízo. =]